Por dentro da Sagah: conheça o designer instrucional, quem pensa o lado pedagógico das UA’s

14 março, 2019

Imagine um dia você ter que aprender tudo sobre Fisioterapia: quais são os músculos presentes nas pernas, nomes dos nervos, quais movimentos são bons para recuperação de determinada parte do corpo. No dia seguinte, o assunto que você deve aprender é sobre Engenharia Civil. Materiais, processos, técnicas e a nomenclatura específica da área. Basicamente, os Designers Instrucionais da Sagah passam por isso diariamente, eles devem entender do que se trata o conteúdo que será passado para os alunos, revisar este material e pensar pedagogicamente se está adequado para aprendizagem dos estudantes.

A produção do conteúdo da Sagah depende de muitas etapas, como já falamos anteriormente quando apresentamos os Professores Conteudistas e dos Designers Gráficos. No caso dos designers instrucionais, conhecidos como DIs, eles são a ponte entre os professores conteudistas e, mais tarde, os designers gráficos.

Adriana Ferreira Cardoso é designer instrucional da Sagah e explicou um pouco sobre o processo que o conteúdo passa antes de ser aprovado e estar disponível no catalogo Sagah.

O primeiro passo é a prospecção, momento em que encontramos professores conteudistas capacitados para produzirem conteúdo. Os profissionais selecionados passam por um treinamento e para que estejam aptos para produzirem conosco. A partir de então, esses professores trabalham junto aos designers instrucionais, que são quem recebe e avalia o conteúdo que será ensinado na UA.

No momento em que o material chega, o designer instrucional deve pensar qual a melhor forma, didaticamente, de ensinar o aluno. É por isso que muitas vezes um DI pode estar revisando e aprendendo muito sobre engenharia em um dia e no seguinte sobre fisioterapia; independentemente da disciplina, o objetivo desses profissionais é garantir que o método e os objetivos de aprendizagem dos conteúdos sejam atingidos. Qual o melhor formato? Qual a prioridade das informações? Está claro todo o conteúdo? A partir destas perguntas é elaborado um roteiro, que será enviado para o designer gráfico mais tarde, de tudo que deve constar na UA, já com propostas de recursos visuais, como fotos, ícones, ilustrações ou o que for necessário para que o aluno aprenda da melhor maneira possível. Normalmente os professores conteudistas não estão familiarizados com este tipo de roteiro, então os designers instrucionais se mantém em contato auxiliando com apontamentos e correções.

O material recebido pelos DIs vem em forma de Power point, com o conteúdo entregue para o aluno as informações da forma mais clara e de qualidade. Todas as UA’s passam por eles e só com este aval vão adiante para serem transformadas em peças gráficas pelos DGs. Caso o conteúdo não esteja claro ou atendendo as expectativas do DI, é realizado um contato bem próximo com os professores, para alinhar os pontos que podem melhorar na UA.

Atualmente, os sete DIs que trabalham presencialmente na Sagah atuam, também, no Controle de Qualidade das Unidades de Aprendizagem. São eles que se perguntam de forma crítica se aquele conteúdo está mesmo claro, se é possível um aluno entender tudo que está sendo proposto na UA. Por outro lado, existem 35 DIs externos, que fazem este trabalho de pensar o lado pedagógico junto com os professores, priorizando um conteúdo de qualidade.

Depois que os DIs terminam o processo de avaliação, o conteúdo vai para dos DGs e, depois de já estarem visualmente atrativos, voltam para os DIs para uma revisão final. Se tudo estiver apropriado, a partir disso a Unidade de Aprendizagem é aprovada e sobe para o catálogo da Sagah. Uma UA leva cerca de 60 dias para ser finalizada, desde a produção de conteúdo até aprovação final.

Para Adriana, um dos melhores materiais que está sendo pensado entre DIs e professores conteudistas são os vídeos da Dica do Professor. Alguns vídeos são produzidos em estúdio ou em ambientes da universidade, conforme necessidade e demanda. “Gastronomia, por exemplo, nós percebemos que vídeos gravados no ambiente de trabalho, aproximando teoria e prática, são essenciais para o entendimento do conteúdo. Então, nada mais justo do que a Dica ser em uma cozinha industrial”, afirma Adriana.

A designer instrucional Daniela Polycarpy afirma que a função é desafiadora mas, também, recompensadora. “O resultado final fica muito legal e é muito gratificante ver que deu certo”, conta. Ela reforça que o maior desafio é a criação de peças, já que tudo deve estar muito bem explicado para que os DGs possam, por meio dos recursos gráficos, otimizar e aprimorar a aprendizagem, de acordo com o conteúdo proposto. Além disso, propor tópicos que unam prática e teoria, também é desafiador para os professores conteudistas. “É necessário que o professor entenda que nosso método não é apenas uma aula expositiva, e justamente por isso que saímos da zona de conforto e entregamos conteúdos de excelência para as Instituições de Ensino Superior”, completa Daniela.

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